Elas Pesquisam

Elas pesquisam é um podcast que tem por objetivo compartilhar pesquisas feitas com mulheres e por mulheres, e também debater temas atuais tanto da política como do mundo do entretenimento. Tudo isso com um olhar feminista e o humor típico das cearenses.

Ciências Social, Educação Universitária e Sociedade e Cultura

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Episódios

Não é uma "gripizinha": escute o que a ciência diz!

Em meio à pandemia, escutamos comentários toscos que minimizam e confundem a população sobre o que realmente se trata este momento. A ciência, mais uma vez, se mostra disposta ao desafio de encontrar caminhos para superar esta situação, bem como desmistificar e esclarecer fake news irresponsáveis que circulam, inclusive, em sites oficiais do governo brasileiro. Para isso, em nosso segundo episódio especial de quarentena, trouxemos a pesquisadora e bióloga Jussiara Linhares, professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), para esclarecer sobre do que se trata esse vírus, como ele se espalha pelo mundo e o que, de fato e concreto, a ciência tem de respostas a ele neste momento tão cheio de incertezas que vivemos. Escute a ciência! Ela sempre sabe o que diz, não por convicção, mas por comprovações exaustivas de suas buscas e construções de conhecimento. Inclusive, ao escutar a ciência, saberemos de que não se trata de uma "gripizinha", nem por ser leve, muito menos escrita com "i". Vocês nos encontram no Instagram @elaspesquisam , no Twitter @PodcastElas e nosso e-mail é eslaspesquiasampodcast@gmail.com.

Emoções em tempos de Coronavírus

Um vírus assola o mundo e, de forma como nunca antes havíamos visto, o mundo parou, literalmente. Países inteiros em quarentena, pessoas isoladas em suas residências, sozinhas ou com familiares. Experimentamos velhas-novas emoções. Em meio a esta pandemia que assola o mundo, o podcast de hoje tenta conversar sobre como nossas emoções são afetadas diante do isolamento social que vivenciamos. A pesquisadora e psicóloga Diana Montenegro conversou conosco (via Skype, porque estamos cumprindo quarentena - #fiqueemcasa) sobre medos, ansiedade, novas sociabilidades e tentativas de enfrentamento a uma nova versão da vida, limitada às nossas casas, mas em conexão com o mundo. Conversamos também sobre alternativas de enfrentamento às nossas ansiedades e, sobretudo, compartilhamos afetos e empatia neste momento. Vocês nos encontram no Instagram @elaspesquisam , no Twitter @PodcastElas e nosso e-mail é elaspesquisampodcast@gmail.com.

O que os presos têm a contar sobre a prisão? Uma conversa sobre segregação racial e abolicionismo penal.

O que os presos têm a contar sobre a prisão? E como eles podem falar? A conversa de hoje é sobre como a escrita, uma das formas mais antigas da comunicação humana, tem a mostrar sobre figuras que são desumanizadas pela sociedade. Abolicionismo penal e segregação racial são a pauta dos grifos que se constroem nas tampas das marmitas nas prisões. A pesquisadora Izabel Accioly inova em sua pesquisa ao estudar as prisões através das escritas produzidas pelos detentos. Através disso, a antropóloga discute temas como segregação racial, abolicionismo penal, direitos humanos e traça, de uma forma poética e literária, o itinerário do cotidiano cárcere nas prisões do Ceará. Na sociedade da punição, Izabel se propõe analisar as prisões pelo lirismo da escrita, a comunicação mais humana que existe. Vocês encontram o Elas Pesquisa no Instagram @elaspesquisam , no Twitter @PodcastElas e nosso e-mail é elaspesquisampodecast@gmail.com.

Dores Silenciadas: precisamos falar sobre assédio sexual.

Em uma sociedade que se pauta em microviolências cotidianas, falar sobre assédio sexual na infância é ponto de partida necessário para pensarmos as múltiplas violências vividas e socialmente consentidas que desembocam diretamente nos corpos e subjetividades femininas. No dia 8 de março, trouxemos a pesquisadora Irlena Malheiros para conversarmos sobre sua trajetória acadêmica e  nos fazer refletir sobre as violências concretas e simbólicas a que as mulheres são expostas desde a sua infância. Estatisticamente (e não só), o número de meninas abusadas sexualmente é sempre superior. O abuso que desemboca em outras questões sociais que se intercalam as sofrimentos, muitas vezes silenciados, não só pela sociedade, mas pelo Estado também. No mês que se tornou símbolo da luta das mulheres, tocar em feridas históricas de nossa formação familiar e social, se faz necessário para fortalecer nossa reflexão sobre que sociedade queremos e estamos construindo. A violência contra a mulher, especialmente a doméstica, parece uma marca, chaga social que se carrega desde a primeira infância e como pesquisadoras, não nos calaremos diante das opressões. Nossas pesquisas são gritos, são denuncias, mas são também possibilidades de superação desta realidade de disputas que teima em nos silenciar, mas não nos calaremos! Você nos encontra no Instagram @elaspesquisam e no Twitter @PodcastElas e nosso e-mail é elaspesquisampodcast@gmail.com.

Masculinidades contemporâneas: afetividades na era dos aplicativos.

O que são as novas masculinidades? Elas realmente são novas? E como elas se constroem? Estas são questões que levantamos correntemente em nossos diálogos, especialmente em debates acirrados nas redes sociais, aliás, esse espaço das "redes" tem colocado nos holofotes temas bem instigantes, mas também aguçado visões controversas e sem muito aprofundamento. E foi a partir das redes sociais, mais especificamente os aplicativos de relacionamentos que nossa convidada super especial desenvolveu sua pesquisa. Com versamos hoje com Larissa Pelúcio, autora de " Amor em tempos de aplicativos: Masculinidades heterossexuais e a negociações de afetos na nova economia do desejo", resultado de sua pesquisa de Livre docência. Na nossa conversa falamos sobre como as afetividades construidas e reverberadas através dos aplicativos de relacionamento, colocados como novas formas do "relacionar-se", são apresentadas à reflexão em um ponto interesante: a contrução das masculinidades contemporâneas nessas novas formas de se relacionar. Larissa fala também da sua construção enquanto pesquisadora, essa caminhada cheia surpresas e  constantes aprendizados, seu encontro com a antropologia e como é fazer pesquisa "on line". Essa foi nossa primeira experiência de conversa para o podcast via Skype e, apesar dos aperreios, super valeu a pena e compartilhamos com todes uma bela aula sobre pesquisa antropológica e masculinidades contemporâneas. Vocês nos encontram no Instagram @elaspesquisam, no Twitter com @PodcastElas e nosso e-mail é elaspesquisam@gmail.com.

Vamos falar sobre assédio dentro das universidades?

Dando continuidade ao assunto do mês, hoje falaremos sobre assédio...dentro das universidades! E para isso convidamos a profª. Dra. Teresa Cristina Esmeraldo que, juntamente com a turma do NAH, nos deu uma aula sobre o que é assédio, como construir uma rede de enfrentamento dentro da universidade e como essa rede pode ser ampliada para outras instâncias para além da universidade. O assunto ainda é uma tabu no meio acadêmico, há silêncios profundos que revelam o quão incômodo é tratá-lo, mas também o quanto as relações de poder construída entre os gêneros ainda é tensa e desigual. O NAH é um Núcleo de Acolhimento Humanizado a mulheres servidoras, alunas e professoras da Universidade Estadual do Ceará, fruto de uma luta intensa e bonita de coletivos de juventudes feministas que se formaram dentro da universidade para denunciar as violências sofridas por mulheres naquele ambiente. Vem escutar essa história linda e inspiradora! Estamos no Instagram @elaspesquisam, no Twitter @PodcastElas e nosso e-mail é o elaspesquisam@gmail.com. Vocês também encontram o NAH nas redes sociais, Instagram e Facebook, vai lá conhecer o trabalho massa que essa mulherada faz!

Nossos corpos não são públicos: uma conversa sobre assédio de rua.

 Qual o papel do corpo feminino nos espaços públicos? Como ele é lido e interpretado? Nos sentimos seguras? Esses e outros questionamentos são apresentados nesta conversa que nos leva a refletir sobre as relações entre espaço público e o corpo feminino. A pesquisadora Giovanna Santiago, através de uma metodologia criativa e inovadora, se propôs a conversar e estudar mulheres nos espaços públicos da cidade de Fortaleza. Suas descobertas vão desde as construções da imagem do corpo da mulher nos espaços públicos até os sentimentos que são engendrados por essa relação. Em uma sociedade patriarcal que toma o corpo feminino como algo a ser definido e usado de forma pública, refletir sobre essas relações é de extrema importância. Estamos no mês da carnaval, a campanha NÃO É NÃO está a todo vapor e convidamos a todes a refletir sobre esses corpos e seu lugar nas ruas. Estamos no Instagram com @elaspesquisam, no Twitter com @PodcastElas e nosso e-mail é elaspesquisampodecast@gmail.com.

Os Mitos da Vulva ou o que a Sociologia tem a dizer sobre a Vagina?

O Episódio de hoje vem causando! 
Vamos falar sobre Os Mitos da Vulva ou O que a Sociologia tem a dizer sobre a Vagina? Em uma sociedade falocêntrica, em que a virilidade e superioridade do homem se funda a partir do orgulho encarnado em seu pênis, discutir sobre o papel social do órgão feminino (vagina - palavra maldita), se faz necessário para desmistificar as relações cisheteropatriarcais constituídas em nossa sociedade. A partir da pesquisa empreendida na tese doutoral da Socióloga Marcelle Silva, conversamos sobre como os ativismos, especialmente os digitais que foram o foco da pesquisa,  cutucam essa ferida de forma a nos fazer refletir desde a valorização do corpo feminino, no tocante à auto estima da mulher em relação a seu corpo, até as dominações violentas, historicamente praticadas com relação ao corpo da mulher, o "OUTRO", a submissa, a inferior perante a virilidade construída em torno do sexo masculino e seu órgão. Da conversa brotou as indicações de referências para quem se interessar pelo tema, a começar pela nossa arte da capa do Ep, desenho da artista norueguesa ativista Hilde Atalanta, criadora do The Vulva Galery, que pode ser acessado pelo Instagram. Além dela, autores como Paul B. Preciado, Rubin, Butller, Berenice Bento entre outrxs, são citados como fonte de leitura e inspiração. Estamos no Intagram como @elaspesquisam no Twitter com @podcastElas e nosso e-mail é elaspesquisampodcast@gmail.com.

Reinvenções da Maternidade

O que é maternidade? O que significa ser mãe ou como a sociedade significa o ser mãe? Estas e outras indagações foram abordadas no episódio de hoje. A partir da pesquisa da, agora doutora, Letícia Peixoto, conversamos um pouco sobre os significados do ser mãe, tendo como ponto de partida o lugar da pesquisa de sua tese: uma favela da cidade de Fortaleza, quinta capital do país e com índices altos de desigualdade social. Ser mãe, pobre, negra, moradora de favela muda os caminhos da maternidade? O significado de maternidade também está perpassado pelas questões de classe, raça e sexualidade? E a mãe pesquisadora, onde entra nessa história? Indagações não faltaram, risos também não e emoção, ah, essa teve de sobra! O episódio é sobre as reinvenções da maternidade e aproveitamos para divulgar alguns perfis no Instagram que reinventam todo dia esse ser mãe: @maepesquisadora, @cientistaqueviroumae, Mães na Universidade (Facebook).

Sororidade pra quem?

O episódio de hoje traz uma conversa bacana sobre as origens e usos da noção de sororidade entre as mulheres e como o termo foi alcunhado pelo movimento feminista. Com a participação luxuosa da designer de moda e socióloga Gabi Rebouças. O termo sororidade começa a ser trabalhado a partir do chamado feminismo de segunda onda, em meados da década de 1950, tem força a partir das lutas feministas da década de 1970, cai no esquecimento na década de 1990 e retoma com força a partir da virada do século, especialmente na década dos anos de 2010. As chamadas feministas radicais ancoram a ideia de uma sororidade universal, mas será ela possível? O feminismo negro vem desconstruir essa visão e propor a reflexão sobre para quem é e como se dá essa sororidade. Falamos hoje, também, no chamado feminismo liberal, bastante difundido entre mulheres da chamada extrema direita, que, mais uma vez, nos faz refletir sobre essa sororidade entre as mulheres. Aqui tem Kate Millet, Grada Kilomba, Julia Câmara, Angela Davis e um monte de mulherão da porra potente para nos ajudar a pensar sobre: pra quem é essa sororidade?
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