Inovação Aberta

O podcast “Inovação Aberta” tem por objetivo promover o conhecimento sobre o que há de mais avançado em projetos de inovação corporativa, transformação digital e empreendedorismo no mundo. Por meio deste canal os leitores poderão se inspirar nas práticas que estão na fronteira da tecnologia e inovação.

Acreditamos que sem inovação um país como o Brasil não tem futuro. Em um momento crítico da história do mundo, no qual a Quarta Revolução Industrial promove transformações não só nos modelos de negócio, mas também na estrutura das sociedades, estar fora deste processo não é uma escolha, é o caminho da obsolescência.

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Episódios

Podcast #007 - Dá para ganhar em dólar na internet?

O real é a moeda que mais se desvalorizou em relação ao dólar entre as principais economias do mundo. Na semana passada o câmbio chegou perto de R$ 6,00, e a previsão do último boletim Focus do Banco Central é que ele não fecha abaixo de R$ 5,00 este ano. Com crise, pandemia e isolamento social, dá para ganhar em dólar?

Falamos com Carlos Eduardo de Andrade, do BS2, e Juliana Camargo, do eBay, sobre as oportunidades para empreendedores brasileiros no mercado internacional.

Internacionalização também foi tema da pesquisa "Inovação em tempos de pandemia", que realizamos com 120 executivos, e apresentaremos no webinar nesta quinta-feira, 21 de maio, às 18h00. Inscrições no site https://app.99webinar.com/live/inovacao-aberta/inovacao-tempos-de-pandemia

Podcast #006 - Os supercomputadores e a covid-19

O combate à covid-19 mobilizou o apoio a solidariedade de várias pessoas e empresas. Entre os recursos que foram colocados à disposição estão os supercomputadores. Por quê? Qual o papel dos supercomputadores no combate a uma pandemia?

O desenvolvimento de medicamentos e vacinas envolve toda uma etapa em laboratórios antes de começarem os testes clínicos e pré-clinicos. Isto porque antes de um medicamento ou uma vacina ser testada em animais - o chamado “teste pré-clínico” - ou em humanos - o “teste clínico” - ele precisa estar muito próximo do desenvolvimento final.

Em laboratórios o desenvolvimento de um medicamento ou vacina é feito, em paralelo, em duas frentes. Uma delas, que imaginamos primeiro, se dá manipulando diretamente o material orgânico, coletando e cultivando vírus, estudando sua estrutura química, sua interação com enzimas e toxinas, observando placas de petri em microscópios.

Mas a outra se dá fazendo a mesma coisa em simuladores de computador. Atualmente, grande parte do desenvolvimento de um medicamento é feito construindo versões digitais do vírus, das enzimas e até mesmo do corpo humano, e testando essas interações no computador. Muitas vezes o teste laboratorial só é feito depois que ele é simulado em computador.

Podcast #005 - O home office veio para ficar?

A pandemia chegou a quarentena foi imposta, e de repente todo mundo que pode passou a trabalhar de casa. Agora, dois meses de quarentena, várias empresas estão vendo vantagem em manter o home office depois. O Twitter e a XP fizeram anúncios neste sentido. E aí?

O Twitter anunciou esta semana que mesmo depois da quarentena boa parte do staff poderá continuar trabalhando de casa. Os escritórios não devem abrir antes de setembro, mas mesmo depois disso apenas os profissionais de manutenção e os que requerem presença física serão obrigados a ir todos os dias ao local de trabalho.

A XP também anunciou que o home office será estendido até dezembro, e estuda adotar trabalho remoto permanente. O segundo caso confirmado de covid-19 no Brasil foi em um funcionário da empresa, e por isso ela foi uma das primeiras empresas no Brasil a adotar o trabalho remoto por causa da pandemia.

Analistas já preveem impacto até no mercado imobiliário e na indústria de móveis.

Podcast #004 - Qual o tamanho da trombada no turismo?

É um consenso que o turismo é o setor econômico que mais sofre nessa crise que é ao mesmo tempo humanitária e econômica. Mas qual o tamanho da trombada? A Sentimonitor realizou um estudo sobre o engajamento nas redes sociais em relação ao turismo, e nós conversamos com Hugo Pinto, CEO e fundador da empresa, para nos passar mais detalhes.

A Sentimonitor analisou 470.987 postagens em redes sociais entre abril de 2019 e abril de 2020. Os dados são assustadores:

  • Postagens sobre viagens próximas caíram 70%
  • Planos frustrados de viagem tiveram crescimento de 814%
  • Postagens sobre planos para viajar são um terço do que eram no ano passado.

Podcast #003 - Demissões no Uber e AirBnB, o que significam?

Nesta semana duas estrelas entre os chamados unicórnios, Uber e AirBnB, anunciaram demissões. Ambas chegaram a ser chamadas no livro Upstarts de Brad Stone https://amzn.to/2WiGdQZ) de “killer companies”, ou seja, empresas capazes de transformar paisagens inteiras. O que mudou?

A resposta óbvia é que havia uma covid-19 no meio do caminho. Uber e AirBnB dependem que as pessoas viajem, se desloquem, para que seus negócios aconteçam. E em tempos de quarentena, deslocamentos não são exatamente o que as pessoas estão fazendo.

Outro fator que interfere nesses negócios é o grau de endividamento. São empresas alavancadas em investimento para acelerar o crescimento. O Uber apresentou EBITDA negativo, ou seja, os seus custos operacionais foram maiores que a receita. Isso aconteceu nos outros trimestres, mas o problema é que esse rombo geralmente é tapado com investimento. E investimento está escasso. O AirBnB captou US$ 2 bilhões para aguentar o tranco deste ano.

Podcast #002 - O que os resultados das FAANG nos dizem sobre as mudanças no mundo

Parece ser um consenso que a pandemia vai favorecer os modelos de negócio digitais. Mas quais serão esses modelos? Quando olhamos com uma lupa, onde estão as mudanças? Neste episódio, vamos falar de alguns insights que tivemos ao olhar os resultados das FAANG, ou seja, Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google.

Para começar a conversa: o que são as FAANG? Esta é uma sigla com as iniciais de Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google. O mercado financeiro as considera as empresas mais representativas do setor de tecnologia, embora sejam muito diferentes entre si. E é meio arbitrário formar um grupo desses sem, por exemplo, a Microsoft, a IBM ou a Intel. No final das contas, as FAANG são as ações mais hypadas da Nasdaq, isso sim.

Mas a gente gosta de olhar para essas empresas porque elas movimentam um ecossistema importante ao redor delas. Você com certeza está usando neste momento mais de um produto delas, só ao ouvir este podcast: o seu smartphone deve ser Android ou Apple, o aplicativo de streaming deve estar integrado ao Facebook ou à conta do Google, isso se não rodar na Amazon Web Services.

Por isso, o desempenho delas no primeiro trimestre nos dá alguns insights sobre o que está acontecendo realmente no processo de transformação dos negócios. Eu vou me concentrar aqui em dois insights: 

  1. Os investimentos em data centers para computação em nuvem estão crescendo
  2. A receita de anúncios caiu

Uma das coisas que me chamou a atenção foi que tanto a Intel quanto a Samsung anunciaram que a demanda por memórias e processadores para servidores de data centers estava bastante aquecida neste começo de ano. Aí vem a Alibaba Cloud e anuncia um investimento de US$ 28 bilhões em ampliação de seus datacenters. 

Ou seja: a infraestrutura atual de computação em nuvem está sendo pressionada e as empresas estão respondendo a isso.

Uma das explicações é o aumento no tráfego de vídeos. Na conferência de resultados do Facebook, o Zuckerberg falou que eles estão reforçando os equipamentos para dar conta do maior tráfego de vídeos nos seus sistemas. E aqui estamos falando principalmente de chamadas de vídeo, não de streaming.

A AWS da Amazon aumentou receita. A Google Cloud cresceu mais de 50% no primeiro trimestre. E aqui existe um fator que pressiona mais do que os vídeos. São os games. Eles exigem muito mais confiabilidade da infraestrutura da nuvem. De acordo com a Verizon, o tráfego de dados para games cresceu mais de 100% depois que as quarentenas foram impostas nos Estados Unidos. E mais: o tráfego das ferramentas de colaboração, para trabalho remoto, está dez vezes maior.

Por outro lado, os anúncios digitais diminuíram. O Facebook, por exemplo, viu sua receita por usuário cair de US$ 8,52 para US$ 6,96 no primeiro trimestre. Grande parte disso foi pela menor receita de anúncios.

O Google também. A receita estava crescendo forte em janeiro e fevereiro, e despencou em março. O Twitter teve queda de receita.

Uma explicação é a retração do turismo. Vejam, empresas como Booking e Expedia reduziram em até 80% o investimento em anúncios, e a maior parte deles vai para o digital. Quando você procura no Google “hotel em Salvador”, essas empresas estão disputando essa palavra chave à tapa. Só que basta olhar o Trends para ver que as buscas por esta palavra chave caíram 90% de janeiro para cá.

Na verdade, há uma contenção geral nas verbas de marketing durante o pico global da pandemia, que é agora. Um artigo da Bain Company que analisamos aqui mostrava exatamente isso, está acontecendo uma intensa realocação de recursos no mundo.

Podcast #001 - Como a pandemia está acelerando a transformação digital no varejo

Com a pandemia de covid-19 e as medidas de isolamento social, o processo de transformação dos modelos de negócio estão se acelerando. Isto é uma verdade principalmente para o varejo, já que o isolamento dificulta a experiência de compra física.

Um estudo recente da McKinsey apontou que uma das tendências que estamos vendo no mundo é a emergência dos modelos de negócio contact free, ou seja, nos quais a interação com o cliente é mais virtual e menos física. O que se está vendo nos países em que o surto de covid-19 acabou ou foi controlado é que as pessoas, por exemplo, não estão voltando ao cinema.

A Kantar, em sua pesquisa Barômetro covid-19, confirma esta tendência no Brasil. O estudo apontou que 34% dos consumidores brasileiros estão aumentando suas compras online, e 46% estão reduzindo as compras físicas. E mais, 17% dos brasileiros fizeram sua primeira compra de alimentos pela internet na vida por causa da pandemia.

Ouvimos Ana Costa, da Abiesv, e Eduardo Kyrillos, CEO do grupo Icomm, sobre esta tendência.

Conheça mais sobre a transformação digital nos diferentes modelos de negócio no site Inovação Aberta

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