Paraquedas XIX

O Coletivo Paraquedas XIX é um projeto de extensão vinculado aos cursos de artes da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Nossa desejo é partilhar nossas incursões por obras artísticas as mais diversas - de cinema a música, passando por livros, quadrinhos, entre outras possibilidades. Entendemos que elas nos permitem pensar, a partir de diferentes perspectivas, nossas próprias realidades, o Brasil e o mundo.

Artes, Educação e Sociedade e Cultura

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Episódios

Segunda chamada

Segunda chamada. Série da Rede Globo com 11 episódios, criada por Carla Faour e Julia Spadaccini, ambientada em uma escola pública chamada Carolina de Jesus, mais especificamente, no turno noturno, ou seja, na EJA (Educação de Jovens e Adultos).
A série mostra o cotidiano da educação pública, mas também os dramas individuais dos alunos e da equipe (o diretor Jaci e os/as professores/as Lúcia, Eliete, Marco André e Sônia), atravessando temas como amor, solidão, perdas, aborto, identidade de gênero e intolerância religiosa.
Fazem parte do elenco: Debora Bloch, Linn da Quebrada, Thalita Carauta, Hermila Guedes, entre outros. 

Saneamento básico

Saneamento Básico é uma comédia brasileira de 2007, dirigida e escrita por Jorge Furtado e produzida por sua produtora, a Casa de Cinema de Porto Alegre. A Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS) elegeu o filme como o "Destaque Gaúcho" de 2007, fazendo jus ao Prêmio Luiz César Cozzatti. O elenco tem entre seus nomes Fernanda Torres, Lázaro Ramos, Bruno Garcia, Wagner Moura e Camila Pitanga.
O filme conta a história dos moradores de uma pacata vila de colonos. Eles estão enfrentando problemas em relação ao esgoto que, por falta de tratamento, está atingindo um riacho que cruza a localidade, provocando mal cheiro e doenças. Ao irem à prefeitura, em busca de uma solução, dizem a eles que não há dinheiro para o tratamento de esgoto, mas há dez mil reais disponíveis para fazer um filme de ficção. Começa então toda uma aventura que envolve diversos membros da comunidade em torno dessa dupla empreitada: fazer obras de tratamento do esgoto e filmar um curta de ficção, algo que em princípio, eles não têm a menor ideia de como fazer. 
O filme conta com um elenco incrível formado por Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga, Lázaro Ramos e Bruno Garcia que estavam ainda em início de carreira e que hoje são muito prestigiados no meio artístico, além de alguns atores que já vinham de uma bagagem de filmes premiados como a Janaína Kremer, Tonico Pereira e Paulo José. Por esse elenco  percebe-se o quanto esse filme merece ser apreciado, além da história contagiante e engraçada que nos é apresentada.

Totalitarismo

Jojo Rabbit dividiu os críticos, angariando elogios e críticas no que concerne à sua representação dos nazistas, apesar das atuações (particularmente as de Johansson, Davis e McKenzie) terem recebido elogios generalizados. A recepção polarizada do filme foi comparada à de A Vida É Bela, de 1997. 
Comentamos ainda duas HQs, a primeira baseada no livro “O diário de Anne Frank”, considerado um dos livros mais importantes do séc. XX. O diário traz o depoimento de uma menina judia que foi morta pelos nazistas após passar dois anos se escondendo em um sótão de uma casa em Amsterdã. 
Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz. A história é narrada por ele ao próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura.
Por meio dessas três obras pensamos sobre o tema do autoritarismo, desde as questões macro e políticas aos possíveis cotidianos que os sujeitos que o viveram atravessaram. 

Chimamanda Adichie

Adichie é nigeriana e cresceu num campus universitário. Seu pai era professor e sua mãe, secretária de admissões. Aos 19 anos, tomou o rumo dos Estados Unidos para continuar seus estudos universitários na Filadélfia. Publicou seu primeiro romance Hibisco Roxo aos 26 anos e foi finalista do Orange Prize de 2004, além de ter conquistado outros prêmios. Já seu romance Meio céu amarelo, além de ter vencido o Baileys Women’s Prize de 2007,  foi adaptado para o cinema em 2013 com direção de Biyi Bandele 
Pelo romance  Americanah recebeu um dos prêmios mais prestigiosos, o National Book Critics Circle Award, em 2013. Esse romance se passa nos dois países —o natal e o de adoção— pelos quais hoje divide sua vida: passa algumas temporadas em Lagos; outras, em Columbia (Maryland). Seu terceiro romance marcou um ponto de inflexão em sua escrita. Nele tomou a liberdade de romper com os limites do gênero, falou de raça, do racismo e da migração nos Estados Unidos, dos problemas da identidade num contexto de desenraizamento.

Pele negra máscaras brancas

A peça Pele Negra, Máscaras Brancas foi dirigida por Fernanda Júlia, também conhecida por Onisajé, ela é baseada no livro de mesmo nome escrito por Frantz Fanon. Com texto de Aldri Anunciação e apresentada pela Cia de Teatro da UFBA, a peça estreou na abertura do III Fórum de Arte e Cultura em Salvador no ano de 2019, onde, pela primeira vez, um espetáculo da Cia foi dirigido por uma mulher negra. Com elenco majoritariamente negro, a peça fala sobre os impactos do racismo na vida de pessoas negras. Essa é  uma grande conquista de Onisajé, assim como de muitos outros que estão e passaram pela UFBA como:  Mário Gusmão, Arany Santana, Evani Tavares, Angelo Flávio.

Ideias para adiar o fim do mundo

Após participar de um ciclo de eventos em Portugal, em um ano em que Lisboa havia sido considerada capital íbero-americana da cultura, Krenak nos convida a refletir sobre como construímos o conceito de humanidade. De onde vem a ideia de humanidade? Como isso influencia o nosso comportamento e a nossa organização na sociedade e na Terra? 
A partir dos impactos que a colonização trouxe, sustentou-se a ideia de que havia no mundo povos superiores a outros, raças superiores a outras, ideia criada pelos próprios europeus para justificar o genocídio e o epistemicídio - que é o assassinato de culturas e saberes. O que ocorreu como parte da dominação política nos territórios vistos como “desconhecidos” à época, daí então a ideia de “descobrimento”. Tendo isso como ponto de partida, já vemos de onde vem as reflexões propostas por Krenak, um homem indígena. 
De forma poética,  ele  nos faz pensar a nossa relação com a natureza, enquanto corpo que faz parte da Terra. Não somos donos dela,  não somos donos da Terra. Ailton faz críticas profundas ao modo de vida estabelecido como certo e único pela sociedade capitalista, que valoriza o consumo e esquece de se perguntar o que é, ou sentir, a vida. 
Como disse em uma entrevista, o livro não é um guia, nem é uma previsão apocalíptica, são percepções de um povo que habita esta terra há mais de dois ou três mil anos, são saberes profundos que mostram que estamos indo de mal a pior, e que não melhoraremos enquanto continuarmos nesse ritmo produtivista e não olharmos para nós, para o que está ao nosso redor, para o céu, para as outras formas de vida, humanas e não-humanas, para cima e para baixo.

Teaser Paraquedas XIX 1a. Temporada

Apresentação do projeto, do grupo e dos episódios da primeira temporada!

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