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As muitas faces de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa
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  • Nesta semana, caros ouvintes, temos uma semana com dias repletos de comemorações importantes para a literatura e a cultura brasileira e mundiais.
  • Dia 09 - lembramos o Falecimento de Charles Dickens (1870), grande escritor inglês.
  • Dia 10 de junho - Nascimento do músico João Gilberto (1931) e de Laerte, cartunista (1951) além  da morte de Luís de Camões (1580) e Ray Charles, pianista e músico norte-americano (2004)
  • Dia 12 de junho, dia dos namorados, foi o dia do nascimento de Anne Frank (1929), famosa por seu diário escrito durante o cativeiro em um gueto na Segunda Guerra Mundial; 
  • Já no Dia 13 de junho foi o nascimento do grande poeta Fernando Pessoa (1888) e de W.B. Yeats, poeta irlandês (1865).
  • Dia 14 de Junho, temos o falecimento do grande escritor argentino Jorge Luis Borges (1986); 
  • Já no dia 15 de junho é aniversário do nosso estado, dia em que foi assinada a lei 4 070, de autoria do então deputado Guiomard Santos que transformava o Acre em estado.
  • E, finalmente, no dia 16, temos o nascimento de Ariano Suassuna (1927).
  • Portanto, caros ouvintes uma semana cheia de datas importantes relacionadas à cultura. Mas, eu quero falar, como tema deste nosso espaço, sobre o nascimento do poeta português, Fernando Pessoa, em minha opinião, um dos maiores poetas da língua de Camões (que se comemora a morte nesta semana, dia 10, como já dito anteriormente)
  • Fernando Antonio Nogueira Pessoa, nasceu em Lisboa, dia 13 de junho de 1888 (há, portanto, 131 anos!) e faleceu na mesma Lisboa, dia 30 de novembro de 1935. Ele foi poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, inventor, empresário, astrólogo, crítico literário e comentarista politico. Ele é um dos mais importantes escritores portugueses do modernismo e poetas de língua portuguesa.
  • Eu sou suspeitíssimo para falar de Pessoa, pois, para mim, caros ouvintes, ele é meu poeta preferido. 
  • Fernando Pessoa é o mais universal poeta português. Por ter sido educado na África do Sul, numa escola católica irlandesa, chegou a ter maior familiaridade com o idioma inglês do que com o português ao escrever os seus primeiros poemas nesse idioma.
  • Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras em inglês (e.g., de Shakespeare e Edgar Allan Poe) para o português, e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto[6] e Almada Negreiros) para o inglês.
  • Destacou-se na poesia, com a criação de seus heterônimos sendo considerado uma figura multifacetada, quase como outra pessoa, com características diferentes. Algumas  dessas diversas personalidades são  Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro (meu preferido) –, sendo estes últimos objeto da maior parte dos estudos sobre a sua vida e obra. Robert Hass, poeta americano, diz: "outros modernistas como Yeats, Pound, Elliot inventaram máscaras pelas quais falavam ocasionalmente... Pessoa inventava poetas inteiros.
  • Fernando Pessoa é dono de uma vasta obra, ainda que tenha publicado somente 4 obras em vida. Escreveu poesia e prosa em português, inglês e francês, além de ter trabalhado com traduções e críticas.
  • Sua poesia é repleta de lirismo e subjetividade, voltada para a metalinguagem. Os temas explorados pelo poeta são dos mais variados, embora tenha escrito muito sobre sua terra natal, Portugal.
  • Pessoa é muito conhecido na cultura popular tendo suas obras certamente já tendo sido ouvidas ou lidas por alguns dos leitores. Minha dica é conhecer ainda mais o poeta, nestes tempos em que a Poesia anda muito esquecida. Neste mundo sem poesia, ao ler os versos de grandes poetas, como Pessoa, percebe-se ainda mais a falta que a poesia tem feito ao mundo.
  • Aos ouvintes, deixo o seguinte trecho, início do poema Tabacaria, de Álvaro de Campos:

 “Não sou nada.
 Nunca serei nada.
 Não posso querer ser nada.
 À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

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