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Jane Austen, a autora feminina mais lembrada por tod@s

Jane Austen, a autora feminina mais lembrada por tod@s
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  • Nesta semana, de 15 a 21 de dezembro lembramos o aniversário de Gustave Eiffel e Chico Mendes (15); Olavo Bilac e Jane Austen (16); Ludwig Van Beethoven, o papa Francisco e Érico Veríssimo (17), Spielberg e Keith Richards (18); Édith Piaf (19)e, finalmente, Benjamin Disraeli, Jane Fonda e Frank Zappa (21)
  • Mas, nossa coluna homenageia, nesta semana, uma das mulheres mais importantes da história da literatura, a inglesa, Jane Austen. Não há autora feminina mais lembrada por todos do que a autora de Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito.
  • Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra, sendo a sétima filha do reverendo George Austen, o pároco anglicano local, e de sua esposa Cassandra (cujo nome de solteira era Leigh). Era de uma família pertencente à nobreza agrária, sua situação e ambiente serviram de contexto para todas as suas obras posteriores.
  • Desde a pré-adolescência, ela já mostrava inclinação e talento para a escrita, desenvolvendo contos, romances e peças que lia em voz alta e apresentava para a família toda.
  • A habilidade de escrever personagens femininas complexas e de explorar os conflitos das relações de classe e gênero fizeram dela uma escritora à frente de seu tempo, publicando clássicos como Razão e Sensibilidade (1811), Mansfield Park (1814), Emma (1815), A Abadia de Northanger e Persuasão (ambos de 1818).
  • A obra de Austen está isolada na literatura européia, porque à sua época o curso da evolução literária estava ainda determinado pelo romantismo.
  • Muito objetiva a respeito do mundo em que viveu e dos personagens que criou, e excluído todo e qualquer subjetivismo através de uma severa disciplina classicista, a obra de Jane Austen revela profunda seriedade moral na crítica da vida, pouco lirismo e nenhuma paixão.
  • Ao mesmo tempo, seus livros possuem um fino humorismo, tipicamente inglês. Seu espírito cômico se exercitou sobre paixões mais intelectualizadas, menos imediatas: orgulho, vaidade, ambição, contradições pessoais, preconceitos. Sempre com uma visão extremamente complexa da mulher e de seu papel na sociedade.
  • Os romances de Austen surgiram no momento em que livros de aventura e exploração faziam sucesso. Em vez de abordar esses assuntos, ela escolheu esmiuçar intrigas familiares no universo rural e limitado de seus personagens.
  • A temática de seus livros é de extrema densidade. Os enredos são baseados em histórias de amor e casamento, e incidentes da vida diária de personagens comuns, vivendo no pequeno meio social de província. Sua melhor qualidade não se manifesta no desenvolvimento da ação, mas na criação de caracteres, que se revelam apenas através dos diálogos, o que torna esse processo de autocaracterização eminentemente dramático.
  • Ela tem uma escrita polida e a maneira lenta, vagarosa, de movimentar seus personagens, a maneira de deduzir desses personagens a trama e as complicações das histórias que criou, influenciaria, depois, a técnica de Henry James.
  • A obra de Jane Austen é considerada clássica e alguns de seus livros encontram no panteão de grandes livros da literatura universal.
  • Da autora, eu recomendo os livros, Razão e Sensibilidade,  Orgulho e Preconceito, Emma, Mansfield Park e A abadia de Northanger, todos clássicos de literatura inglesa. Recomendo sempre traduções e edições mais modernas. A escrita da autora é acessível e extremamente envolvente com fina ironia e inteligência. 
  • Há também inúmeras, dezenas de peças, séries, minisséries, novelas e filmes baseados na obra da autora. Destes, eu recomendo, Orgulho e Preconceito (as versões de 1940 e de 2005. A de 1940 é filmada com Laurence Olivier como Mr. Darcy e a de 2005 com Keira Knightley como Elizabeth). Recomendo também o filme Razão e Sensibilidade de 1995 com Emma Thompson na direção e no elenco, além de Kate Winslet no elenco. Para finalizar, mais dois filmes, A Abadia de Northanger (2007), com Felicity Jones e Amor e Inocência (2007) com Anne Hathaway, um filme para assistir ao lado da namorada ou do namorado.
  • Ela morreu aos 41 anos, após desenvolver o que hoje se conhece como doença de Addison, em que há um déficit de produção, pelas glândulas suprarrenais, de certos hormônios. Sua obra e seu legado permanecem influenciando leitores e pessoas ao redor dos séculos.

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