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O "pai" do computador - Alan Turing

Alan Turing
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  • Esta semana no dia 27 de junho, comemora-se o aniversário de 111 anos do nascimento de um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos, o mineiro Guimarães Rosa. Sua obra principal é o romance Grande Sertão: veredas, uma obra prima da literatura universal. 
  • Muitas de suas obras foram ambientadas pelo sertão brasileiro, com ênfase nos temas nacionais, marcadas pelo regionalismo e mediadas por uma linguagem inovadora (invenções linguísticas, arcaísmo, palavras populares e neologismos). Sem dúvida um dos grandes da literatura brasileira.
  • Eu não poderia deixar de lembrar do Grande Guimarães Rosa, mas o tema da nossa coluna desta semana é sobre outra pessoa muito importante. E eu começo, antes de falar dele, com uma pergunta: computadores podem pensar? Essa pergunta foi feita por aquele que é considerado o pai do computador, Alan Turing, que Neste domingo, dia 23 de junho comemorou-se seu aniversário de 107 anos de nascimento.
  • Sim, vamos falar de ciência, afinal, a ciência também faz parte da cultura de um povo. 
  • Alan Mathison Turing foi um matemático, lógico, criptoanalista e cientista da computação britânico. Foi influente no desenvolvimento da ciência da computação e na formalização do conceito de algoritmo e computação com a máquina de Turing, desempenhando um papel importante na criação do computador moderno. 
  • Foi também pioneiro na inteligência artificial e na ciência da computação. Turing foi um dos primeiros a pensar na possibilidade de uma maquina se tornar inteligente e criou um modelo teórico para um computador universal, a máquina de Turing que já citei e é a base teórica do computador moderno além de todos os dispositivos computacionais como tablets, smartphones entre outros.
  • Ele foi um dos responsáveis por descobrir o local exato onde as tropas nazistas estariam em 6 de junho de 1944 (descriptografado as mensagens alemãs), que culminou no desembarque de 155 mil soldados aliados na Normandia, fato que entrou para a história como Dia D já citado em uma coluna anterior. Ele fez isso participando do desenvolvimento de um computador eletromecânico, chamado de “Bombe” que conseguia descriptografar as mensagens cifradas pela máquina “Enigma” alemã que eram interceptadas mas eram incompreensíveis. Ajudou, portanto, os aliados a venceram a guerra de forma efetiva e crucial.
  • Seu legado não se limita aí. Hoje ele dá nome a uma lei inglesa, criou o teste usado para testar a qualidade da inteligência artificial e tem contribuições importantes na biologia. Um verdadeiro gênio e polímata moderno!
  • Turing foi um incrível matemático e seus estudos se tornaram base para a tecnologia atual. O matemático foi perseguido, humilhado em público e impedido de acompanhar estudos sobre computadores, por ser homossexual numa época que isso era considerado uma doença e também um crime na Inglaterra. 
  • Para não ser preso, foi obrigado a aceitar um tratamento com hormônios femininos (castração química), o que fez crescer seus seios e o levou a uma terrível depressão (e o ouvinte achando que a cura gay por hormônios é algo que loucos proferem hoje em dia).
  • Depressivo, com crises de ansiedade e angustiado pelo tratamento humilhante recebido, mesmo sendo um herói de guerra, Turing se suicidou por envenenamento de cianeto, comendo uma maçã, semanas antes de seu aniversário de 42 anos.
  • Infelizmente o mundo perdeu um de seus maiores gênios do século XX, cujos estudos alteraram (e ainda alteram) a maneira como o mundo se desenvolve. 
  • Em 10 de setembro de 2009, após uma campanha de internet, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown fez um pedido oficial de desculpas público, em nome do governo britânico, devido à maneira pela qual Turing foi tratado após a guerra.Em 24 de dezembro de 2013, Alan Turing recebeu o perdão real da rainha Elizabeth II, da absurda condenação por homossexualidade. Se não fosse pelo preconceito tosco e atroz teríamos o gênio científico de Turing por muitos e muito anos a mais e ele teria contribuído bastante para a humanidade. 
  • Sua história pode ser conhecida em diversos livros como “O homem que sabia demais” de David Leavitt, “a morte e a vida de Alan Turing” de David Lagercrantz e no filme de 2014, ganhador do Oscar de melhor roteiro adaptado, “O jogo da Imitação “ com Keira Knightley e Benedict Cumberbatch no papel de Alan Turing.

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